sexta-feira, 6 de maio de 2011

Estudantes de escolas da rede estadual apóiam greve dos trabalhadores

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Data de Publicação: 6 de maio de 2011 às 12:11

Centenas de estudantes da rede pública estadual de ensino decidiram apoiar o movimento de greve dos trabalhadores em educação. O ponto alto deste apoio ocorreu nesta quinta-feira, 05, pela manhã, quando alunos do ensino médio da escola Bacelar Portela concentrando-se no bairro do João Paulo, seguiram pelas principais via de acesso do centro de São Luis.

Segundo os idealizadores do protesto, o que os motivou a tomar esta decisão foi a paralisação das atividades escolares em todo Estado, por conta da intransigência do governo em não atender às reivindicações dos trabalhadores, que desde o dia 1º de março entraram em greve exigindo melhores condições de trabalho e principalmente pela aprovação e aplicação do Estatuto do Educador.

Com faixas e cartazes, os jovens seguiram gritando palavras de ordem até o Palácio dos Leões, local onde realizaram o ato público a favor dos educadores maranhenses. Bastante envolvidos com a causa, os alunos do BP garantem uma maior mobilização, caso até este final de semana governo e sindicato não cheguem a um acordo.

“É uma palhaçada que o governo faz com a gente. Estamos perdendo o ano, nos atrasando por conta da intransigência do governo”, disse revoltada, Djaína Ferreira, do 2º ano do Ensino Médio.

Liceu Maranhense

Adesão à causa dos trabalhadores também veio dos alunos do Liceu Maranhense. Um grupo de adolescentes se dirigiu até o acampamento que os educadores mantêm em frente á sede da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), para declarar apoio aos mestres.

“O apoio é uma forma de acelerar o fim da greve”, disse Hugo Mesquita, do 1º ano do ensino médio. Ele revelou que além de visitar o acampamento, o grupo também conversa na unidade escolar onde estuda, a fim de esclarecer aos colegas a posição do governo com relação às exigências dos trabalhadores.

“Estamos conversando com todos no sentido de que venham a apoiar este movimento que só tem a oferecer ao nosso crescimento”, disse Hugo, ao tempo que garantiu freqüentar a escola, um número ínfimo do professorado lotado naquela instituição de ensino.

“Teremos ainda bastante adesão. Muitos dos estudantes estão divulgando o movimento via redes sociais (internet), numa forma de chamar a atenção para o que está acontecendo”, ressaltou.

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