sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bira condena declarações de Roseana e suspensão da convocação de secretária

por John Cutrim
Da Assecom/Gab. do dep. Bira do Pindaré


O deputado Bira do Pindaré (PT) subiu ao plenário da Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (28), para propor uma reflexão de todos os parlamentares. Ele não se conforma com a suspensão da convocação da secretária de Educação, Olga Simão, e com as recentes declarações da governadora.


De acordo com o parlamentar, essas atitudes ameaçam a segurança jurídica da Casa e criam uma instabilidade institucional. Bira considerou essa situação temerária, pois muitos acontecimentos ainda estão por vir e fica aberto um péssimo precedente. “Essa é uma Casa política, onde muitas disputas acontecem como aconteceu a disputa pela Mesa da Casa agora, que foi uma disputa acirradíssima, todo mundo acompanhou, presenciou, imaginem se as regras não são respeitadas, imaginem se as regras são a todo momento sujeitas a algum tipo de alteração”, alertou.


Segundo o petista, a situação de insegurança jurídica criada pela decisão pode tornar a convivência na instituição insustentável. “Eu acho isso realmente preocupante, falo isso com todo carinho que tenho a composição dessa Mesa, que ajudei a eleger e acho que nós precisamos encontrar solução, nós temos que encontrar solução para resolver essa problemática regimental, que se cria, a partir desse momento na Assembleia Legislativa”, clamou o deputado.



Com relação a continuidade da greve dos professores, Bira lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu ontem (27) a legalidade da lei do piso nacional. O parlamentar discordou da governadora, quando ela, na interpretação de Bira, responsabiliza os professores pelas notas baixas dos alunos maranhenses no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


“Porque ela diz assim: “Olha, nós vamos cumprir o piso, pode ter certeza nós vamos cumprir a decisão do Supremo, mas a gente espera a contrapartida dos professores que é melhorar as notas dos alunos do ensino público no Estado do Maranhão”. Mas onde é que já se viu você responsabilizar os professores pela situação da educação no Estado do Maranhão. Quer dizer que os professores do Piauí são melhores do que os daqui?”, questionou o petista.


Bira discordou da avaliação da governadora e sugeriu que ela fizesse um reparo em sua declaração. Na avaliação do parlamentar, os péssimos indicadores da educação no Maranhão são de responsabilidade do governo estadual, onde os professores seriam vitimas dessa inoperância.


“Ela foi infelizmente, de uma inabilidade muito grande, quando disse isso. Em defesa dos professores e professoras, a responsabilidade pela qualidade do ensino no Estado do Maranhão, não é da categoria da educação, são dos gestores, é da gestão, é de quem comanda a educação, esse sim são os responsáveis”. .

Jornalista sarneysista agride diretor do SINPROESEMMA em Imperatriz

A agressão física ocorreu hoje pela manhã na Câmara Municipal de Imperatriz durante a audiência sobre saúde pública realizada com presença de deputados e deputada da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.




Segundo o professor André Santos que presenciou o ocorrido, o jornalista Willian Marinho, colunista do jornal O Progresso partiu pra cima do diretor do SINPROESEMMA em Imperatriz e região tocantina, professor Raimundo Nonato, com ofensas verbais.




Os dois discutiam asperamente até que em determinado momento o professor Nonato virou as costas para deixar a discussão, aproveitando-se covardemente da situação o "jornalista", bajulador da família Sarney, socou-lhe as costas e saiu correndo. No momento professores presentes chamaram a polícia e como se diz na linguagem policial: "o elemento evadiu-se do local rapidamente" pra escapar da cadeia. Nonato registrou ocorrência polícial e o advogado do sindicato, doutor Albertinho já trabalha para processar o agressor.






MOTIVAÇÃO






O "jornalista" Willian Marinho é uma figura carimbada na cidade, uma espécie de Décio Sá do baixo clero na hierarquia dos bajuladores do grupo Sarney. O conhecido Macaxeira costuma usar a coluna "Fora da Pauta"do jornal diário O Progresso para ofender a quem criticar seus patrões. Nas últimas semanas as vítimas têm sido os professores grevistas.






Marinho que gosta de ofender, teria se sentido ofendido com a enfática defesa da categoria feita por Nonato em plena Praça Brasil. O descontrolado agora terá que responder na justiça, testemunas não faltarão.
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Entre os rumores da greve - Carta escrita por estudante de Carutapera

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Data de Publicação: 15 de abril de 2011 às 20:11

Carta escrita por estudante da rede estadual de ensino, do município de Carutapera, que reflete a situação atual da educação pública estadual do Maranhão.


Seduc recebe educadores e sinaliza com a possibilidade de retomar negociações

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Data de Publicação: 26 de abril de 2011 às 22:47

Um primeiro sinal de possível retomada de negociação entre o governo do Estado e educadores da rede estadual de ensino, em greve há 50 dias, foi dado, nesta terça-feira (19), em uma rápida reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) e gestores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na qual ficou definido o indicativo da secretaria de uma outra reunião, na próxima terça-feira (26), para discutir os pleitos da categoria.


Os educadores foram recebidos pelo secretário adjunto de Estado de Educação, Fernando Silva, acompanhado de duas assessoras, depois que os trabalhadores de São Luís aprovaram a manutenção da greve, em assembleia realizada no auditório da Fetiema, de onde saíram em passeata até o prédio da Seduc, com o objetivo de estabelecer um diálogo com o governo para discutir as reivindicações, pelas quais os educadores estão em greve, em São Luís e no interior do estado.


Depois de expor, mais uma vez, os motivos que levaram a categoria à greve, o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, cobrou do secretário uma proposta concreta do governo para o pleito dos educadores e a retomada das negociações com o governo, haja vista que desde o início da greve, o governo não apresentou proposta para a pauta reivindicada pelo sindicato. Os trabalhadores cobram a aprovação e implantação imediata do Estatuto do Educador,o cumprimento da Lei do Piso e mais 21 reivindicações que proporcionam a valorização dos educadores e melhorias na rede pública estadual de ensino.

Outros educadores e dirigentes sindicais que participaram da reunião reforçaram a cobrança do presidente e manifestaram a revolta e a insatisfação da categoria diante das medidas que o governo vem adotando para tentar acabar com o movimento grevista, que eles consideram “ditatoriais”, como os cortes de ponto, as ameaças de exoneração e devoluções de trabalhadores, o impedimento do acesso de dirigentes sindicais e educadores em greve às escolas e os ataques constantes na mídia que incentivam o confronto entre trabalhadores, estudantes e pais de alunos.

Além disso, os trabalhadores também solicitaram que fosse incluída na pauta de negociações com o governo a questão do corte de ponto e os descontos nos salários dos educadores em greve, para que seja possível a reposição das aulas, sem prejuízos aos alunos.

Todas as solicitações feitas pelos profissionais de educação foram relacionadas pelo secretário, que argumentou a impossibilidade de dar uma resposta imediata aos pleitos, por conta de “limitação orçamentária”, mas prometeu aos educadores uma resposta breve para confirmar o indicativo de reunião, até a próxima segunda-feira (25), depois que as solicitações forem discutidas internamente pela equipe do governo e encaminhadas à governadora Roseana Sarney. O secretário também disse que irá aguardar o retorno da secretária Olga Simão, que participa de reuniões em Brasília, sobre o piso salarial dos professores.

O presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, levou o resultado da reunião à categoria, que aguardava em frente à Seduc. Os trabalhadores avaliaram positivamente o indicativo de uma reunião para tratar sobre a pauta e, mais uma vez, ratificaram o fortalecimento do movimento com novas atividades. Após o feriado da Semana Santa, os profissionais de educação voltam a se reunir, na manhã da próxima segunda-feira (25), em ato público em frente ao Liceu Maranhense, às 7h, e na Praça Deodoro, às 8h, onde ficarão concentrados, levando informações à sociedade sobre os motivos da greve e definindo novos passos para o movimento.

Outras imagens da assembleia regional de São Luís e da caminhada até a Seduc:

Vice-governador receberá representantes do Sinproesemma

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Data de Publicação: 26 de abril de 2011 às 23:23

Após 57 dias de greve dos educadores públicos do Maranhão, o vice-governador Washington Luiz (PT) receberá hoje (27 de abril), a partir das 9h, os diretores do SINPROESEMMA (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão) para uma rodada de negociação. Essa é mais uma tentativa do sindicato de chegar a um acordo que possa atender às principais reivindicações: adoção de uma Tabela Salarial de acordo com o Piso Nacional, aprovação e aplicação imediata do Estatuto do Educador, além de outros 20 itens.

A expectativa é de que da reunião surja um caminho para superar o impasse entre a categoria e o governo, além de que sejam revistas as medidas punitivas aos grevistas, como o desconto dos dias parados. Washington Luiz antes de ser eleito vice-governador foi presidente do Sindsep (Sindicato dos Servidores Públicos Federais) por várias gestões.

Educadores continuam acampados no prédio da Seduc em São Luís

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Data de Publicação: 27 de abril de 2011 às 18:49

Enquanto aguardam uma posição do governo para a retomada de negociação de seus pleitos, educadores de São Luís, em greve há quase 60 dias, continuam acampados no prédio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e dizem que só saem de lá com uma definição do governo do Estado para as reivindicações apresentadas pela categoria.


O acampamento começou na noite desta terça-feira (26), depois que os trabalhadores da rede estadual de educação sentiram-se frustrados em suas expectativas de uma reunião de negociação que aconteceria nesta terça-feira, um indicativo tirado no último encontro entre os trabalhadores e representantes da Seduc, ocorrido na semana passada.


Indignados com a indisposição da governadora Roseana Sarney em negociar a pauta de reivindicações da categoria e com o corte de ponto que gerou descontos em metade dos seus salários, os educadores foram, em marcha, até a Seduc, na expectativa de que houvesse a reunião, que não aconteceu. Os educadores tentaram entrar no prédio, mas foram impedidos pelos seguranças da secretaria e coagidos com a presença de mais de vinte homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar.


Os educadores passaram a noite, em vigília, nas escadarias do prédio, e pretendem permanecer no local até que haja uma sinalização favorável à categoria, por parte do governo, para a pauta de reivindicações. Os trabalhadores estão lutando pela implantação do Estatuto do Educador que garante melhorias salariais e melhores condições nas escolas públicas estaduais, assim como a implantação de uma nova tabela salarial, de acordo com a Lei do Piso.


Reunião com o Vice-governador


O ato dos professores, de acampar na Seduc, embora não tenha sido noticiado pelos grandes veículos de comunicação do Estado, teve grande repercussão em emissoras de rádio e em mídias alternativas, como as redes sociais da internet, blogs e sites.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Publica do Maranhão (SINPROESEMMA) foi chamado para participar de uma reunião com o vice-governador, Washington Luís, na manhã desta quarta-feira, 27, da qual também participaram o secretário de Estado de Relações Institucionais, Rodrigo Comerciário, e o secretário adjunto de Estado de Educação, Fernando Silva.


Na reunião, a comissão de educadores e de dirigentes sindicais reafirmou a continuidade da greve e solicitou um agendamento de negociação da pauta até o fechamento de um acordo que possibilite o fim do movimento grevista. O vice-governador disse que está disposto a ajudar no que for possível para resolver o impasse, mas também disse que não depende dele a solução para encerrar a greve. Comprometeu-se em dialogar novamente com os educadores, em uma nova reunião, já marcada para as 20h de hoje (27), na Vice-Governadoria, no Palácio Henrique de La Roque.


Atos arbitrários


Além de expor mais uma vez as principais reivindicações dos trabalhadores, o presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, expôs também ao vice-governador e aos secretários a indignação da categoria com os descontos nos salários, cortados pela metade, inclusive de professores que não aderiram ao movimento. Também questionou as medidas punitivas do governo como o impedimento da entrada dos professores nas escolas, devoluções, substituições e exonerações de trabalhadores, atos que eles consideram arbitrários e ilegais. “Em Chapadinha, houve corte de ponto de professores que voltaram para a sala de aula e já estão se articulando para retornar ao movimento grevista”, informou o presidente.


O vice-governador admitiu que houve tensão dos dois lados e com relação aos descontos os representantes do governo informaram que, diante da necessidade de reposição de aulas, os descontos poderão ser revistos pelo governo, após o fim do movimento. “Vamos trabalhar para resolver essa questão das faltas”, assegurou o secretário Rodrigo Comerciário.

Outras imagens do acampamento

Jornalista sarneysista agride diretor do Sinproesemma em Imperatriz

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Data de Publicação: 29 de abril de 2011

O blogue do professor da rede estadual Carlos Hermes, de Imperatriz, trouxe ontem (dia 27 de abril) a denúncia de agressão física ocorrida pela manhã na Câmara Municipal daquele município durante a audiência sobre saúde pública realizada com presença de deputados e deputada da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Segundo o professor André Santos que presenciou o ocorrido, o jornalista Willian Marinho, colunista do jornal O Progresso partiu pra cima do diretor do SINPROESEMMA em Imperatriz e região tocantina, professor Raimundo Nonato, com ofensas verbais. Os dois discutiam asperamente até que em determinado momento o professor Nonato virou as costas para deixar a discussão, aproveitando-se covardemente da situação o "jornalista", bajulador da família Sarney, socou-lhe as costas e saiu correndo.

REPÚDIO
Ao tomar conhecimento da agressão, o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, repudiou de forma veemente o ocorrido e disse que "vivemos um momento de terror no Maranhão, pois o governo do Estado por meio de sua campanha infame contra os educadores está estimulando a agressão à categoria". Ele lamentou que alguns jornalistas venham tomando partido pelo governo ao invés de ficar ao lado dos educadores e da sociedade que desejam uma educação pública de qualidade e que por isso lutam pela valorização da classe, com a conquista do Estatuto do Educador.